Quando o carnaval passar
A Política é a senhora de todas as artes, de todas as ciências. É o que se pode depreender da interpretação aristotélica, em sua mais famosa obra: Política. Arte entre os gregos clássicos configurava-se como a extrema essência do belo – o ser e o devir. Os gregos clássicos não separavam, a rigor o homem público do homini privado, de modo que a virtude do homem público não poderia/deveria ser diferente do homini privado. Em outras palavras, seria ilógico ser e não ser, ao mesmo tempo, duas coisas, dois seres distintos. Nicolau Maquiavel, muitos séculos depois, para ser mais preciso, no século XV, ao analisar a Política sobre a perspectiva realista, com base em métodos mais eficiente de observação e detalhamento, separou o homem público do homini privado, demonstrando que a Política tem sua própria razão de ser, embora seja uma construção humana. Ela tem como centralidade à conquista e/ou manutenção do Poder, sendo necessário para tanto “virtude” e/ou “fortuna”. De pr...